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Nirvana

por rita, em 04.11.15

A realização do nirvana não significava que o buda não sofreria mais. Ele envelheceria, adoeceria e morreria, como qualquer outra pessoa, e sofreria ao passar por isso. Longe de merguhar o ser iluminado num estado invulnerável aos estímulos, o nirvana procura um espaço dentro do qual ele possa viver com o sofrimento, apropriar-se dele, assumi-lo e, ao mesmo tempo, conhecer uma tranquilidade de espírito. O nirvana encontra-se, assim, no coração de cada um. É um estado inteiramente natural, não é dependente nem da graça nem da intervenção de um salvador sobrenatural; pode ser alcançado por qualquer um que cultive o caminho para a iluminação, com a mesma assiduidade de Gautama. O nirvana é o centro da quietude, que dá sentido à existência. Aqueles que perdem contacto com este espaço calmo, e não têm consciência da sua importância, arriscam ver a sua vida desintegrar-se. (...) o ser humano que conhece a iluminação descobre dentro de si na força que está correctamente centrada e liberta do egoísmo.

 

 

Buda, Karen Armstrong

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publicado às 18:38



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